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Estudantes da UFF criam um game com base histórica e outro para crianças com Síndrome de Down

Matéria publicada no jornal O Globo, no dia 19 de abril de 2010. Disponível em http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/04/19/estudantes-da-uff-criam-um-game-com-base-historica-outro-para-criancas-com-sindrome-de-down-916375964.asp. Abaixo, o trecho da matéria referente ao Jecripe.
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“Jecripe” nasceu da observação de André Brandão do trabalho de sua mãe, a fonoaudióloga Silvia Brandão, com crianças portadoras de Síndrome de Down.

– Ele, na verdade, serve para todas as crianças em fase pré-escolar – diz André. – Mas seu maior foco é nas portadoras da síndrome.

O game se passa numa ilha bem colorida, que tem inicialmente três ambientes (mas já está com novos prédios prontos para futuras expansões). No primeiro deles, a criança deve aprender a mexer com o mouse e pegar coisas com ele num quarto de brinquedos. Depois, treina os cliques fazendo bolhas virtuais de sabão e assinalando os brinquedos que aparecem dentro delas.

– Em seguida, a criança deve acompanhar o herói do jogo, o Betinho (um menino com Síndrome de Down), em músicas e danças – diz André. – Essa fase pode ser assistida por um especialista.

Na última parte, o jogador aprende o processo de arrastar-e-soltar do PC, pegando e entregando a um bebê os objetos que ele pede. Num vídeo feito pelos estudantes, uma criança de 5 anos portadora da síndrome joga o game, com todos os sinais de que está se divertindo.

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Momento da entrega do Prêmio de Cultura – Categoria Novas Mídias

O momento da entrega do Prêmio de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, categoria Novas Mídias, foi marcado pela emoção dos membros da equipe que desenvolveu o Jecripe. O destaque foi a participação da fonoaudióloga Silvia Brandão, que realizou a gravação do vídeo a seguir. Silvia também é mãe do André Brandão, coordenador do Projeto Jecripe.

Em noite de festa, Rio conhece vencedores do Prêmio de Cultura 2011

Cerimônia no Theatro Municipal marcou a premiação das 18 categorias. Festa foi encerrada com show de Cacique de Ramos e participação de Zeca Pagodinho.

A diversidade foi a grande marca do Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, que anunciou os seus vencedores de 2011 nessa quarta-feira, dia 29 de junho, no Theatro Municipal. Numa grande festa, capitaneada pelo ator Lucio Mauro Filho – que encarnou um bem-humorado mestre de cerimônias – os indicados em cada uma das 18 categorias revelaram, em seu conjunto, um mapa abrangente da cultura fluminense hoje.

Clique aqui e veja a lista dos ganhadores do Prêmio Cultura 2011 nas 18 categorias.

“É uma honra poder reeditar esse Prêmio, que revela um grande leque de manifestações relevantes. O que ele coroa, afinal, é a mistura do mainstream com a vanguarda, da tradição popular com o high tech, do que é produzido na capital e nos municípios do interior”, destacou Adriana Rattes, secretária de Estado de Cultura.

Essa mistura esteve presente, de fato, em todos os detalhes da cerimônia. Como no rol de convidados que entregaram o prêmio aos vencedores, e que misturou personalidades que circulam pelas mais diversas áreas da cultura fluminense. Entre eles, a artista plástica Beatriz Milhazes, o ator Fernando Eiras, o Palhaço Topetão, o fotógrafo Evandro Teixeira, o gari Sorriso, a escritora Thalita Rebouças, o designer Gilson Martins, além de Oliveira, do Cachorro-Quente do Humaitá – só para citar alguns exemplos.

Com o tema “Navegar é preciso”, a festa teve contornos multimídia. Um telão apresentou, durante todo o evento, um mar de imagens e vídeos, amparados pelo visual da web. No palco, grupos como o Boi Pintadinho de Miracema e a Companhia de Dança Renato Vieira fizeram apresentações.

Emoção e elogios

Antes da cerimônia, um grupo chamava a atenção e destoava na fila de convidados. O coletivo Opavivará, concorrente na categoria Artes Visuais, decidiu brincar com o conceito de arte contemporânea e todos foram trajados com roupas de décadas passadas, que incluía cartolas, fraques mal ajambrados e cores desconexas: “É uma maneira de brincar com a formalidade do evento, em uma casa tão suntuosa como o Theatro Municipal”, explicou Pedro Victor Brandão, membro do grupo.

O escritor e sambista Haroldo Costa entregou, com o cantor Eddu Grau, o prêmio de Música Popular para a Escola Portátil de Música, e se dizia emocionado: “É maravilhoso poder premiar esse belo trabalho que eles fazem. Emociona e também ajuda a gerar diversos ‘filhotes’ da Escola”.

Na plateia, a bailarina Ana Botafogo elogiava a iniciativa do Prêmio de Cultura: “Incentiva diversas áreas e orienta também as pessoas, que ficam mais atentas para os grupos que surgem em todo o Estado do Rio. Para o mundo da dança também é ótimo, o prêmio abre novas portas e faz os grupos se esmerarem”.

Homenagens

Intercaladas ao anúncio dos vencedores, as homenagens foram o ponto alto da festa. Beth Carvalho entoou Folhas secas e Brasil Pandeiro, em homenagem aos seus autores, Nelson Cavaquinho e Assis Valente, respectivamente. Em um discurso impactante, o fotógrafo Januário Garcia agradeceu o prêmio de Registro e Memória e fez um balanço da sua carreira, voltada para a cultura africana: “Faço meu trabalho para criar ferramentas que contêm a trajetória do negro no Brasil. Existe a história do negro sem o Brasil, mas não existe a história do Brasil sem o negro”.

O poeta Ferreira Gullar foi homenageado por meio de um vídeo gravado por Maria Bethânia: “Meu amigo, meu pajé”, disse a cantora, antes de entoar os versos de Pedrinha Miudinha. Depois, Gullar foi agraciado pela secretária Adriana Rattes, e agradeceu lembrando os anos da ditadura: “Quando eu escrevi o Poema Sujo, em Buenos Aires, há 35 anos, pensava que era a última coisa que eu ia fazer na vida. A barra estava muito pesada. Dei o poema para o Vinicius [de Moraes, o poeta], e ele o trouxe para o Brasil. O poema acabou também me trazendo de volta, e por isso estou vivo agora, recebendo essa homenagem”.

A atriz Adelaide Chiozzo também foi lembrada por sua trajetória artística, emocionando a plateia. O grupo Intrépida Trupe, vencendo na categoria Circo, chamou os demais concorrentes para o palco: “O circo é uma tribo, todos deveriam estar aqui”, justificou uma das fundadoras, Beth Martins.

Futuro

Após a apresentação do grupo folclórico Boi Pintadinho de Miracema, o escritor Sérgio Rodrigues recebeu o prêmio de Literatura das mãos de Thalita Rebouças e de Renê Silva, e refletiu sobre o futuro do país: ”Dedico esse prêmio para o Brasil e seu futuro. Está na hora de acordar e perceber que, se não começar a mudar as coisas agora, o que vem por aí não será tão bonito”.

Agraciado com o prêmio de Artes Visuais, Waltercio Caldas foi poético ao definir sua atividade: “Artes plásticas não é uma profissão, é mais uma vertigem. O grande prazer é melhorar a imagem do desconhecido”.

O Cacique de Ramos, outro homenageado, encerrou a noite levando ao palco Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Sombrinha e Fundo de Quintal.

A cerimônia teve direção-geral de Rafael Dragaud e direção de arte de Gringo Cardia. Neste ano, três novas categorias foram adicionadas ao Prêmio: Design, Festas Folclóricas e Arquitetura. Algumas foram ampliadas e receberam novo enfoque: no lugar de Comunicação, agora existe a categoria Novas Mídias, e Música Erudita passou para Música Clássica. A categoria Registro virou Registro e Memória.

Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/materias/em-noite-de-festa-rio-conhece-vencedores-do-premio-de-cultura-2011

Games para o futuro

Mais uma vez, a Secretaria de Cultura apoiou o Projeto Jecripe e publicou uma matéria em seu site. A matéria está disponível em http://www.cultura.rj.gov.br/materias/games-para-o-futuro.

Na luta pela inclusão digital

No dia 14 de junho de 2011, o jornal O Fluminense publicou uma matéria sobre o Jecripe, sua equipe e a indicação ao Prêmio de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, categoria Novas Mídias. Mais informações em http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/cultura-e-lazer/na-luta-pela-inclusao-digital.

Sai a lista de indicados ao Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

O Jecripe foi um dos indicados no Prêmio de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, categoria Novas Mídias. Mais informações podem ser encontradas em http://www.cultura.rj.gov.br/materias/sai-a-lista-de-indicados-ao-premio-de-cultura-do-estado-do-rio-de-janeiro.

Também, pode ser acessado http://www.cultura.rj.gov.br/noticia/sec-anuncia-indicados-ao-premio-de-cultura-do-estado-do-rio-de-janeiro.

Jecripe no ACE’10 – Taiwan

Em novembro de 2010, ocorreu o 7th International Conference on Advances in Computer Entertainment Technology – ACE’10 – em Taiwan. Na ocasião, foi apresentado o trabalho “JECRIPE: stimulating cognitive abilities of children with Down Syndrome in pre-scholar age using a game approach”. Vale a pena conferir.

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