Notícias

Lançamento do Jecripe 2

O jogo Jecripe 2, segundo jogo da iniciativa Jecripe – Jogos de Estímulo CRIados para Pessoas Especiais – será lançado no dia 17 de agosto de 2015.

A Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (SEC), por meio dos Editais 2012, possibilitou o desenvolvimento do jogo, que é destinado às crianças com Síndrome de Down em idade pré-escolar.

A SEC destacou o lançamento do jogo Jecripe 2 em sua página principal. Para acessar as informações destacadas pela SEC, clique neste link.

Para obter mais informações sobre o Jecripe 2 e realizar o download do jogo, acesse esta página.

Jecripe2-Facebook

 

Programa “Uma boa história” apresentou o Jecripe, na Rádio Senado

No dia 26/02/2015, a Rádio Senado, por meio do programa “Uma boa história”, apresentou uma breve história da iniciativa Jecripe. André Brandão foi o entrevistado e destacou que a iniciativa continuará a desenvolver jogos digitais para pessoas especiais e os disponibilizará gratuitamente.

O jogo Jecripe 2, além de conter novas atividades que estimularão habilidades cognitivas não abordadas na primeira versão, estará disponível para Windows, Mac e Linux.

A iniciativa já está a desenvolver um projeto que abordará o tema Rio 2016. Mais novidades a respeito ainda estão por vir.

O programa Uma boa história pode ser acessado no youtube.

Conexão Futura – Canal Futura – 18/09/2014

No dia 18 de Setembro de 2014, o programa Conexão Futura, do Canal Futura, apresentou como tema: games podem ser aliados da saúde. Tive a excelente oportunidade de participar do programa e discutir o tema com convidados que também trabalham com o tema.

Programa Especial e Jornal Visual

Nos meses de julho e agosto de 2013, a TV Brasil deu destaque especial ao Projeto Jecripe. Primeiro, foi no Programa Especial, no dia 20/07. No programa, foi apresentado o Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva (CNTA), em Campinas (SP) e suas tecnologias assistivas. Também, foi apresentado o Projeto Cabide Visão, de Petrópolis. Finalmente, o Projeto Jecripe foi apresentado pelo coordenador André Brandão. O Programa Especial trata de questões relacionadas a necessidades especiais e acessibilidade e vai ao ar todo sábado, as 10 horas da manhã, na TV Brasil.

(Fonte: http://tvbrasil.ebc.com.br/programaespecial/episodio/tecnologia-a-servico-da-inclusao-social)

Na mesma TV Brasil, o Jecripe apareceu no Jornal Visual, no dia 05/08. A entrevista mostrou um pouco do Projeto. O Jornal Visual vai ao ar todos os dias, as 8 horas da manhã.

(Fonte: http://tvbrasil.ebc.com.br/visual/episodio/visual-05082013)

Orientações simples para auxiliar a criança que apresenta disfluência

Queridos familiares, professores e cuidadores das crianças com disfluência ou gagueira.

 

Na idade de aquisição da linguagem (entre 2 e 4 anos), o pensamento da criança é muito mais rápido do que a velocidade que ele pode imprimir na fala. Isso causa ansiedade e pode aparecer a disfluência. Na maioria das vezes ela desaparece espontaneamente, mas em alguns casos, a gagueira pode se estabelecer. Nessa fase é importante que as pessoas que convivem com a criança assumam posturas de convivência para que isso não ocorra.

O tratamento, realizado assim, dá resultados muito positivos quando todos compreendem o problema e se dispõem a colaborar.

Vocês vão receber informações de como agir e estejam certos de que a gagueira tem todas as chances de regredir.

ROTEIRO:

 

1)  Não deixe que a criança perceba por palavras, gestos ou atitudes que você está preocupado com a sua maneira de falar.

2)  Nunca chame a criança de gaga ou diga que ela gagueja. Não rotule. Não permita, tampouco, que esse assunto seja falado na sua casa pelos seus amigos.

3)  Olhe para ela quando ela falar. Mostre interesse, faça-a sentir que você tem prazer em escutá-la.

4)  Se tiver que interromper a sua fala, faça-o no fim de uma frase, nunca no começo ou no meio.

5)  Dê um bom modelo de linguagem. Fale com ela calmamente e articulando bem as palavras.

6)  Não forcem a criança a falar em frente de muitas pessoas. Não exija que ela fale coisas além do seu vocabulário.

7)  Evite fazer perguntas que exigem respostas muito longas. Faça uma pergunta de cada vez. Dê uma tarefa de cada vez também.

8)  Não agite sua criança desnecessariamente. Correrias, sustos, cócegas, gritos, fazem com que muita adrenalina seja despejada na corrente sanguínea. Isso pode desencadear a disfluência. Reduza o estresse e construa um ambiente calmo para ela.

9)  Demonstre sempre, por pequeninos gestos ou palavras, que você aprecia suas qualidades. Elogie seus desenhos, suas boas ações e comportamentos positivos.

 

10) Se notar que ela está preocupada com a gagueira,  explique que é normal que as crianças que estão aprendendo a falar repetirem as palavras.

 

11) Não peça que seu filho fale sob efeito de uma emoção forte. O choro já é repetitivo. Quando se pergunta algo à criança durante uma crise de choro, ela tem dificuldade em organizar os sons sem repeti-los. Com certeza irá gaguejar.

 

12) Não tente ensinar a criança truques que possam ajudá-lo a falar com menos dificuldade. O que funcionou com o filho do vizinho pode não ser bom para ele.

 

13) Não termine as frases por ele. Tenha paciência e escute calmamente o que ele tem a dizer, mesmo que isto demore muito.

 

14) Não deixe que ele perceba a sua aflição que você sente toda a vez que ele repete as sílabas ou bloqueia uma palavra. O pânico, às vezes, é demonstrado sem sentir, através de atos nervosos como torcer algo nas mãos, arregalar os olhos, virar o rosto, franzir as sobrancelhas, etc.

 

15) Arranje tempo, todos os dias para contar-lhe estórias ou para falar sobre figuras de um livro e, também para realizar as tarefas. É importante estabelecer o diálogo. Façam treino para que todos tenham a sua vez de falar na família.

 

16) Sempre que forem a algum lugar ou visitar alguém, avisem a criança com antecedência para que ela saiba o que vai acontecer e quais pessoas vai ver. Evitem que ela fique ansiosa por não saber aonde vai ou com quem vai brincar.

 

17) Se for um “dia bom” em que seu filho esteja gaguejando pouco, arranje brincadeiras em que ele tenha oportunidade de falar. Por exemplo: desligar a TV, fazer um jogo de fantoches, pedir que ele conte estórias para você, visitar amigos, fazer compras, etc. Explore a fluência ao máximo.

 

18) Se for um “dia ruim” , em que ele esteja gaguejando muito, arranje as coisas de modo que ele tenha poucas oportunidades de falar. Por exemplo: Jogos de mímica, ver TV, ir ao cinema, escutar estórias, colar figuras, desenhar, montar quebra-cabeças, etc. Evite a disfluência ao máximo.

 

19) Faça somente perguntas necessárias e que evitem respostas curtas.

 

20) Invente brincadeiras de cantar ou de falar imitando o que você diz.

 

21) Olhe bem nos olhos do seu filho quando ele falar, mantendo uma fisionomia serena. Mostre que você está interessado no que ele diz.

 

22)  A melhor maneira de evitar prestar atenção na gagueira é se mostrar mais interessado naquilo que ele diz e não em como ele fala.

 

A TERAPIA DE FALA  É MUITO IMPORTANTE. PROCURE UM FONOAUDIÓLOGO SE A GAGUEIRA PERSISTIR. TODA A FAMÍLIA DEVE SE ENVOLVER NO PROCESSO DE AUXÍLIO À CRIANÇA.

 

 

FONOAUDIÓLOGA SÍLVIA BRANDÃO

Dicas para pais com bebês com Síndrome de Down

Mais um post da fonoaudióloga Silvia Brandão. Desta vez, são dicas para pais com bebês com Síndrome de Down.

Aproveitem o conteúdo do texto e divulguem!

André Brandão

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Queridos pais:

 

Aqui vão alguns lembretes para auxiliar no desenvolvimento do período pré-lingüístico da criança com Síndrome de Down. Essa fase é muito importante e servirá de alicerce para a etapa da aprendizagem da linguagem receptiva e também expressiva.

 

Por isso…

 

Tornem-se conscientes, durante os cuidados de rotina que vocês dispensam a elas. Afastem do seu pensamento as preocupações, as tarefas do lar ou do trabalho e procurem entrar em sintonia com a criança através do seu olhar. Conversem com ela, afagando, fazendo carícias no seu corpo, chamando-o pelo nome. Nesse diálogo afetuoso de interação, vocês estarão favorecendo o crescimento da linguagem e, ao mesmo tempo, desenvolvendo nela um relacionamento comunicativo, baseado na confiança, que irá continuar até a idade adulta.

Como pais, nós ensinamos a linguagem todos os dias e em todas as situações, tanto nas horas de calma quanto nas horas das brincadeiras, deitados no assoalho, ou quando simplesmente damos o banho ou trocamos fraldas.

Mas devemos fazer isso como algo que nos sai do fundo do coração: com paciência e perseverança.

 

 

Atividades para auxiliar no desenvolvimento:

 

  1. 1.             Usar o toque confortador, massagem e muito “colo”.

 

  1. 2.             Prender um “chocalhinho” no pulso da criança ou um guiso ou sininho no seu pé, para que ela compreenda e estabeleça uma conexão entre o movimento que ele realiza e o ruído que isso provoca. Ela irá entender que está fazendo com que algo aconteça pela sua própria atuação.

 

  1. 3.             Estimule para que ela possa fazer uso de sua voz. Comece por sons vocálicos, que são os mais fáceis de reproduzir (a, e, i, o,u). Depois, acrescentem outros sons.

 

 

  1. 4.             Mantenha diálogo e auxilie nas trocas de turnos para que ele aprenda a esperar e responder. Deixe que ele tome a iniciativa de estabelecer o diálogo. Espere a sua vez para responder. Imite os sons que ele emitir.

 

  1. 5.             As crianças apresentam um interesse especial pelos rostos. Gostam de observar as mudanças de expressão facial, à medida que as pessoas conversam com elas. Aproveitem essa disposição natural para serem expressivos. Ela irá imitar esses gestos no futuro. A imitação é a grande aliada da expressão oral.

 

  1. 6.             Estimulem a participação da atividade social de seu bebê. Jogar beijinhos, estalar os lábios, produzir barulhos com a língua, variar expressões faciais são meios de aumentar o comportamento comunicativo social.

 

  1. 7.             Chamem-no pelo nome toda a vez que se aproximarem dele.  Embora você pense que ele ainda não reconheça o próprio nome, ele saberá que vocês estão por perto e associará a sua voz com a sensação de segurança e bem-estar.

 

  1. 8.             Acostume-o a usar diversos tipos de tecidos.Use um chumaço de algodão no rostinho, um pedaço de seda, veludo, esponja nas mãozinhas e pezinhos.

 

  1. 9.             Intensifiquem o desenvolvimento visual deixando pendurados no berço objetos coloridos que se movimentam e fazem sons. Mudem os objetos de lado no berço para que ele se movimente para os dois lados.

 

  1. 10.         Segure o bebê, firmemente, contra o peito com a cabeça encostada no seu ombro. Ponha música ritmada e dance variando os movimentos com voltas e curvando-se para que ela tenha sensações variadas. Murmure e cante no compasso da música. Observe a sua reação para dosar o volume de suas ações.

 

  1. 11.         Usem cantigas de ninar, CDs infantis, cadeira de balanço e rede.

 

  1. 12.         Usem o espelho. O bebê precisa se reconhecer. Apóie o espelho em uma almofada e coloquem o Bebê de bruços, em frente do mesmo.Isso vai estimulá-lo a erguer a cabecinha para se espiar, observar suas ações e expressões faciais.

 

  1. 13.         Olhem direto nos olhos dele. Isso é parte importante no crescimento da  linguagem e do desenvolvimento geral. Lembrem que vocês e os demais membros da família são os brinquedos preferidos cãs crianças!

 

Sílvia Brandão Fonoaudióloga

 

Referência: Devine, Mônica- A fala do bebê e a arte de se comunicar com ele. Ed. Vozes, 1993.

Educadora especial faz autoapresentação para futuras contribuições com o Jecripe

Esta é a primeira educadora especial que contribui com o Jecripe. Aqui, ela faz uma autoapresentação e descreve um pouco de seus interesses.

É com grande prazer que apresento a Juliana! Curtam bastante!

André Brandão

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Olá!!

É com grande prazer que apresento aqui um pouco de minha trajetória profissional e os motivos que me levaram até o JECRIPE.

Me chamo Juliana Durand de Oliveira Campos e minha relação com pessoas especiais vem se dando desde o ano de 1991, quando ingressei na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Lá cursei minha graduação em Educação Especial, com habilitação na deficiência mental. O que inicialmente era uma curiosidade, tornou-se uma paixão, fazendo com que desse continuidade aos estudos nesta mesma instituição, através de um curso de Pós-graduação, também em educação especial, direcionado ao assunto das altas habilidades/superdotação, tão pouco explorado e tido como público-alvo da Educação especial pelas política públicas.

Os assuntos relacionados às pessoas especiais continuaram motivando minhas escolhas e estudos, fazendo com que chegasse ao curso de mestrado em educação, trazendo à educação especial os estudos foucaultianos, que com suas contribuições despertaram mais desacomodações e interesses em minhas práticas profissionais. E não são poucas!!

Hoje atuo diretamente com pessoas especiais em escolas do município de Santa Maria-RS, através do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e na formação de professores, no curso de graduação em educação especial da Universidade do Contestado (UnC) em Concórdia-SC e no curso de pós-graduação em educação especial na Universidade da Região Integrada (URI) de São Luiz Gonzaga-RS.

Em todas as práticas educacionais as quais estou envolvida, a utilização das tecnologias assistivas (TA) estão presentes e se fazem importantes, tanto em minha atuação quanto no desenvolvimento global de meus alunos, e esse interesse crescente pelas mesmas me trouxe até o JECRIPE, que com satisfação, terei o privilégio de contribuir.

Agora, mãos à obra. No decorrer deste mês irei experenciar o JECRIPE com meus alunos e logo mais contarei no que conseguimos avançar. Até a próxima!!

Juliana Durand de Oliveira Campos

contato: julianadoc@hotmail.com

DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM EM CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN

Dando início aos posts de especialistas, esta é a primeira das muitas colaborações que serão publicadas no site do Jecripe.
A seguir, estão informações sobre a linguagem e funções cognitivas, escritas pela Fonoaudióloga Silvia Brandão.
Aproveitem!

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A linguagem e as funções cognitivas

 

  • Uma vez  que a criança inicia o domínio  da linguagem, começa a pensar em termos de palavras, pode raciocinar, relembrar e fazer cálculos com palavras, tanto em voz  alta como silenciosamente
  • A memória de curto prazo é baseada em fala silenciosa e se desenvolve à medida que a linguagem se desenvolve
  • O armazenamento e as lembranças da memória de longo prazo são também dependentes da organização da informação com base nos significados convertidos pela linguagem (agrupar ítens em classes, por exemplo)
  • É esperado que as crianças com Síndrome de Down demonstrem atraso cognitivo (lentas em adquirir consciência do mundo, raciocínio e lembrar fatos)
  • Este atraso cognitivo pode ser, em parte, conseqüência das dificuldades de aprendizagem da linguagem
  • Qualquer atraso sério de linguagem resulta em aumento do atraso cognitivo pois a linguagem é uma importante ferramenta para aquisição de conhecimento, entendimento, raciocínio e memória 

 

Conclusão:

Quanto  mais pudermos fazer para superar as dificuldades da criança para aprender linguagem e  fala, melhor equipada ela estará para aprender e desenvolver suas habilidades cognitivas.

 

Aprendendo a falar

A mais poderosa forma de aprender a falar é construir no bebê a experiência da comunicação no seu primeiro ano de vida, de diversas maneiras:

  • Aprendem a controlar o comportamento dos pais sorrindo e chorando
  • Aprendem a conhecer o humor das pessoas pelas pistas fornecidas através do tom de voz, expressão facial e desenvolvimento emocional
  • Quando os bebês começam a sorrir, os pais começam uma interação, com eles, similar à conversação, esperando para que ele sorria ou balbucie depois de cada uma de suas ações
  • Estas ações são uma fonte de prazer para ambos os parceiros e fortificam as ligações emocionais entre eles
  • Se o adulto dedica tempo para estas conversas de bebê, estas serão as primeiras experiências de conversa prazeirosa e ele  começa a entender que ter condições de comunicação é divertido e vale à  pena ter habilidades nesta atividade
  • Os bebês também aprendem a olhar, ouvir e trocar de papéis na conversação (habilidades essenciais para efetiva comunicação falada)

Bebês com síndrome de Down, apesar de apresentarem um pequeno atraso para iniciar a sorrir e estabelecer estas conversações, são tão interessados nelas e dedicam a mesma quantidade de tempo a esta atividade do que as outras crianças, no meio de seu primeiro ano de vida. Eles também continuam por mais tempo interessadas nas pessoas enquanto  que as outras crianças voltam mais a sua atenção para o mundo visual. Apesar disto, eles apresentam mais dificuldade em estabelecer contato visual para atrair  a atenção do adulto às suas atividades, diminuindo a comunicação com a mãe, que acaba, sem querer, oferecendo menor  quantidade de momentos comunicativos a  esta criança. Isto poderá ter um efeito negativo nas oportunidades de aprendizagem de linguagem.

Existe uma larga faixa de variabilidade no desenvolvimento da linguagem nas crianças com síndrome de Down.

Quando os bebês realizam o necessário contato visual e captam a atenção do adulto, este tende a falar e descrever o que estão fazendo ou pensando. Assim, a habilidade do bebê de estabelecer contato visual pode influenciar a quantidade de oportunidades de aprendizagem de linguagem por eles vividas.

Estudos tem demonstrado que os bebês com Síndrome de Down nem sempre desenvolvem a habilidade de esperar e dar tempo para o adulto responder. Eles tendem a não deixar as pausas previsíveis no seu balbucio e vocalizações, dificultando, para sua mãe, contribuir na conversação. Este também pode ser um efeito negativo na aprendizagem da linguagem.

O CÓDIGO DA LÍNGUA

Se a criança necessita aprender a falar, então precisa “decifrar o código” da língua.

Se imagine num país estrangeiro numa família que não fale a sua língua. Pense em como você iria iniciar a “pescar” a língua estrangeira. Certamente você iria aprender alguns substantivos e verbos para objetos da vida diária, pessoas e ações. Seus hospedeiros provavelmente iriam ajudar, segurando os objetos, dando o seu nome, apontando e gesticulando. Você iria aprender olhando e tentando adivinhar o conteúdo provável das suas comunicações, no contexto que elas estão acontecendo. Por exemplo, na mesa, você ouviria um pedido e veria a ação consequente, quando alguém alcançasse o sal para a pessoa que o requisitou. Palavras sociais como “bom dia”, “alô”, “desculpe”, etc. não são muito difíceis de pegar e antes que você imaginasse, estaria fazendo tentativas de ser entendido, juntando as palavras-chave que você já dominasse. Porém você levaria mais tempo para aprender a gramática e a sintaxe desta nova língua.

O bebê ao aprender a falar, enfrenta tarefas parecidas com as exemplificadas acima e segue mais ou menos as mesmas etapas nesta ordem.

DUAS PALAVRAS JUNTAS

Uma vez que a criança adquiriu um vocabulário de mais ou menos 50 palavras, ela começa a utilizar duas palavras-frase (duas palavras juntas significando uma frase).

As crianças com Síndrome de Down, embora usem o mesmo sistema de construção de duas palavras, tendem a iniciar esta utilização quando dominam um número maior de palavras isoladas (em torno de 100). Elas também tendem a apresentar um vocabulário maior que as outras crianças quando começam a utilizar frases com mais palavras. Mostram mais dificuldades em “pegar” as regras gramaticais e sintáticas.(Miller, 1998)

GRAMÁTICA E SINTAXE

Estudos atuais tem demonstrado que a dificuldade de entender as regras gramaticais e de sintaxe não tem um teto de desenvolvimento lingüístico imposto pelas condições genéticas, apesar de se estenderem pela adolescência. Pesquisadores observaram contínuo desenvolvimento até os 20 anos de idade, com uso de sentenças complexas contendo mais de uma oração. Chapman conclui que terapia de linguagem deve continuar na adolescência e deve ser focalizada no uso da gramática e de sentenças com estruturas complexas.

MEMÓRIA DE TRABALHO

Recentes estudos afirmam que é possível entender as dificuldades gramaticais das crianças com Síndrome de Down pela baixo desenvolvimento de sua memória fonológica de trabalho. Para que a criança aprenda estas regras, necessita ouvir o seu uso na linguagem adulta e “segurar” sentenças de 6 ou mais palavras na memória de trabalho, enquanto o seu significado é processado.

Trabalhar nesta área pode ser uma importante contribuição para o desenvolvimento da linguagem nestas  crianças.

INTELIGIBILIDADE

Enquanto alguns estudos referem pobre inteligibilidade de muitas crianças e adultos com Síndrome de Down, a maioria deles conclui que os padrões de balbucio são normais mas a maioria dos padrões articulatórios e fonológicos são imaturos.

Todas as habilidades motoras requerem prática para melhorar. Talvez uma das causas relevantes desta imaturidade seja a falta de prática deste exercício na fala. Estas crianças usualmente começam a falar mais tarde que as outras crianças e, quando começam, não falam muito. Suspeita-se que as crianças com Síndrome de Down pratiquem a fala, por dia, menos da metade do tempo do que as outras crianças. Apesar dos problemas motores de fala serem complexos, treinamento ajuda a produzir clareza de produção.

A baixa inteligibilidade da fala da criança leva a distorções na conversa mesmo na infância. Os adultos, então, tem a tendência de perguntar questões fáceis e curtas, prontamente preencher a frase para ela e rapidamente auxiliar, impedindo que a criança aprenda a falar melhor. É importante que o adulto esteja atento no sentido de não tolher a criança desde o período das duas palavras-chave para que elas sejam capazes de gerar sentenças mais complexas, mesmo que o significado da comunicação esteja entendido anteriormente. Estas atitudes contribuem para que as dificuldades gramaticais da criança sejam diminuídas.

SENSIBILIDADE SOCIAL

As crianças com Síndrome de Down são interessadas na comunicação. Suas habilidades sociais e comportamentais são de acordo com  a sua idade de desenvolvimento, a medida que entendem as pessoas e o que elas estão pensando ou sentindo. Seguidamente os pais comentam sobre a sua empatia  e sensibilidade social. Entretanto, quando ficam mais velhos, a experiência de não serem entendidos podem prejudicá-los nas situações sociais. Muitos adolescentes apresentam isolamento social por falta de vocabulário adequado e habilidades de fazer amigos. Esta situação pode levar à criação de amigos imaginários que permanecem mesmo na adolescência e na vida adulta.

CONCLUSÕES PRINCIPAIS

  • Deficiência auditiva, defeitos visuais e dificuldades motoras atrasam significativamente o progresso da criança desde a infância
  • A habilidade dos bebês com Síndrome de Down para aprender a falar pode ser afetada no seu primeiro ano de vida pela tendência de ter habilidades comunicativas menos desenvolvidas   e menor eficiência de estabelecer situações de aprendizagem de linguagem com os adultos. Isto significa menos experiência e menos oportunidades para começar a entender o vocabulário
  • Apesar das crianças com Síndrome de Down aprenderem o significado das palavras do mesmo modo que as outras crianças, elas aprendem novas palavras e expandem seu vocabulário mais lentamente.
  • A intervenção reduz as diferenças de aquisição léxica
  • As crianças com Síndrome de Down tem mais dificuldades de gramática e sintaxe do que na aquisição do léxico
  • A compreensão de vocabulário, gramática e sintaxe é, usualmente, maior do que as habilidades produtivas sugerem
  • A maioria destas crianças tem dificuldades de falar claramente, mostrando dificuldades fonológicas e articulatórias

IMPLICAÇÕES PARA INTERVENÇÃO

Cuidados físicos:

É essencial que a criança que a criança receba atendimento físico e fisioterapia para manter o progresso motor perto da normalidade. Ao contrário, não  terá condições de manipular objetos e explorar. Isto, a levará a atrasos cognitivos e de linguagem.

Qualquer deficiência sensorial necessita ser identificada e efetivamente tratada o mais cedo possível. O significado destas dificuldades, particularmente da perda auditiva, são, ainda, subestimados na maioria das pesquisas científicas.

Sensibilidade:

No primeiro ano de vida é necessário chamar a atenção dos pais para a importância das conversações e encorajá-los a captar as pistas do bebê sem o sobrecarregarem demais com estimulação física e verbal, permitindo que ele responda e participe. O brinquedo tem um importante valor para encorajar a exploração e aumentar as oportunidades de aprendizagem de linguagem. É importante falar sobre o que o bebê está olhando ou fazendo, dando a oportunidade  para que ele lidere a interação.

Os adultos necessitam continuar a serem sensíveis aos esforços da criança para se comunicar através de toda a infância, para encorajá-la a continuar tentando realizar tarefas que parecem difíceis.

Os adultos devem estar conscientes do seu modo de interagir com a criança para expandir suas comunicações em seqüências lógicas e tentar não fazer perguntas fechadas (cuja resposta pode ser “sim” ou “não”).Se a criança pode ser entendida com uma mistura de palavras simples e sinais, não haverá motivação para aprender a falar em sentenças maiores.

Linguagem de sinais:

A sinalização ajuda a reduzir os efeitos negativos do atraso de produção e compreensão não só das crianças que possuem deficiência auditiva. Entretanto, é importante encorajar as crianças a produzirem todos os sons possíveis e praticar as habilidades motoras orais. Isto pode ser feito através de jogos de sons e versos com rimas.

O estabelecimento de bons hábitos alimentares, de mastigação e respiração nasal melhoram a qualidade de voz e inteligibilidade da fala.

Linguagem escrita:

O uso do sistema de linguagem escrita produz uma variedade de benefícios: símbolos e palavras podem ser usados para aumentar a prática de produção falada e auxiliam a compensar os problemas de memória auditiva mesmo nos primeiros estágios de aprendizagem de leitura. Também auxiliam a aumentar o tamanho das palavras articuladas e melhoram a habilidade de produção espontânea de sentenças inteligíveis. A escrita é uma ferramenta muito poderosa para ensinar linguagem e produzir sentenças gramática e sintaticamente corretas.

A LINGUAGEM NECESSITA SER ENSINADA

As crianças serão beneficiadas pela aprendizagem da linguagem desde o nascimento. Os pais são os mais efetivos professores de linguagem para as suas crianças. Eles devem ser encorajados a fazer isto para conscientemente expandir o léxico da criança e, mais tarde, a gramática e a sintaxe. A aprendizagem da linguagem deve continuar através da adolescência, se for necessário. As crianças que recebem intervenção precoce, desde o nascimento, incluindo leitura e escrita nos anos seguintes, podem não necessitar intervenção contínua na adolescência.

Texto traduzido e adaptado da publicação “ The Down Syndrome Educacional Trust”- Language development in children with Down Syndrome: Reasons for optimism. (02/98)

Fonoaudióloga Sílvia Brandão 

Posts de especialistas

O Projeto Jecripe, com o objetivo de fornecer mais informações sobre acessibilidade e questões que envolvem necessidades especiais, tem o prazer de apresentar uma novidade: a partir deste mês de abril de 2013, o Projeto Jecripe abrirá espaço para as pessoas que tem envolvimento com a mesma causa do projeto e tem conhecimento qualificado para escrever sobre necessidades especiais, iniciativas e  informações que poderão auxiliar muitas pessoas inseridas na nossa causa.

A primeira pessoa convidada a fazer posts para o site é a Fonoaudióloga Msc. Silvia Brandão, que participou intensamente da produção do primeiro jogo do Projeto Jecripe. Assuntos como o desenvolvimento da linguagem, dicas para pais de crianças com necessidades especiais, entre outras questões, serão assuntos em seus posts.

O Projeto Jecripe está aberto a sugestões para novos temas. Pessoas habilitadas e interessadas em contribuir para o desenvolvimento das crianças com necessidades especiais poderão postar aqui no site. Dessa forma,  abre-se um espaço para comunicação e esclarecimentos de dúvidas que possam surgir. As sugestões devem ser enviadas para mim, André Brandão, Coordenador do Jecripe através do e-mail: andrebrandao@jecripe.com

Nos próximos dias, será publicado o primeiro post. Aguardem…

André Brandão

Mais de 100 CDs distribuídos no CaminhaDown

No dia 24/03/2013, durante o CaminhaDown, que ocorreu em Ipanema, no Rio de Janeiro, foram distribuídos mais de 100 CDs com cópias do Jecripe. A recepção foi calorosa e a satisfação de poder entregar cada um dos CDs em mãos foi sem precedentes. Se tivéssemos levado mais daqueles CDs, com certeza, seriam distribuídos com facilidade. Infelizmente, por motivos financeiros, não foi possível providenciar mais cópias do jogo para serem distribuídos, mas estamos em busca de parceiros que possam nos auxiliar na divulgação do projeto para que, cada vez mais crianças possam ser beneficiadas com o Jecripe. A equipe do Jecripe agradece muito pela receptividade dos familiares e, principalmente, das crianças que irão usufruir o jogo, criado especialmente para elas. A emoção de presenciar a alegria de todos no evento foi algo que não se pode descrever em palavras.

Gostaríamos de agradecer, em especial, ao grupo RJDown, pela organização do evento em um lugar e com pessoas tão especiais que merecem a grandeza da homenagem a todas as pessoas com necessidades especiais. A todos vocês, muito obrigado!

Curtam a página do Jecripe, também, no facebook: www.facebook.com/Jecripe

Equipe do Jecripe.

Distribuição de CDs com o jogo Jecripe

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Dia 21/03 foi o dia internacional da Síndrome de Down e, para comemorar esta data, iremos distribuir CDs com cópias do jogo Jecripe no CaminhaDown. O CaminhaDown 2013 ocorrerá no dia 24/03, a partir das 9 horas da manhã com início no Arpoador, Rio de Janeiro.

Jecripe é premiado no 2º Encontro de Tecnologia Cidadã, em Guarulhos

“Com o tema “O futuro da tecnologia como política pública a favor das pessoas – caminhos e desafios,” a Prefeitura de Guarulhos promove o 2º Encontro Técnico Tecnologia Cidadã nesta sexta-feira (18), das 8 às 20 horas, no Adamastor Centro. A iniciativa irá discutir ações que contribuam para a inclusão digital como forma de promoção da cidadania e apresentar projetos desenvolvidos e implantados no município.”

O Jecripe recebeu o Prêmio de Melhor Projeto de Inclusão, que foi dado pelo Prefeito Sebastião Almeida, no dia 18 de Maio de 2012.

Fonte: http://www.guarulhos.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7915:encontro-de-tecnologia-cidada-premiara-iniciativas-que-contribuem-para-a-melhora-da-qualidade-de-vida&catid=47:chefia-de-gabinete&Itemid=101

Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro lança editais e destaca o Jecripe

Lançado novo programa de editais da Secretaria de Estado de Cultura para o setor audiovisual.

A partir de 2008, os editais da SEC para o Audiovisual vêm possibilitando a realização de projetos pioneiros, importantes e de grande alcance. Dentre eles, destacam-se o Jecripe (primeiro jogo eletrônico de estímulo, criado para auxiliar na condução dos movimentos de crianças com Síndrome de Down); o curta-metragem Duelo antes da noite, de Alice Furtado, exibido nos festivais de Cannes e Rotterdam; À beira do caminho, novo longa de Breno Silveira, que entra em cartaz este ano; e o programa Peça piloto, cujo piloto foi feito com recursos da SEC, dando origem a uma série de sucesso sobre jovens talentos da moda, exibida pelo GNT.

Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/materias/lancado-novo-programa-de-editais-da-secretaria-de-estado-de-cultura-para-o-setor-audiovisual

Jecripe é notícia no EArena Games

Notícia veiculada pelo site EArena Games.

Fonte: http://www.earenagames.com.br/noticiasinterna.php?id=5532

Título brasileiro para crianças com Síndrome de Down ganha versão em inglês.

 

Um dos principais pólos de pesquisa sobre jogos eletrônicos do país, o UFF Media Lab, coordenado pelo Prof. Dr. Esteban Clua, acaba de anunciar que traduziu o seu título “Jecripe” para o inglês norteamericano.

O título foi produzido com incentivo da Secretaria de Estado de Cultura, e inovou ao ser feito voltado às crianças com Síndrome de Down em idade pré-escolar.

“Jecripe” – idealizado por André Brandão e supervisionado por Esteban Clua – não só presta um grande serviço á sociedade como foi reconhecido pelo Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, edição 2011.

 

Jecripe visita Projeto LifeIsGame, em Porto – Portugal

No dia 18/11/2011, André Brandão, coordenador do Projeto Jecripe, reuniu-se com a equipe do projeto LifeIsGame, em Porto (Portugal). O LifeIsGame tem o objetivo de desenvolver um jogo para crianças com necessidades especiais. Levando em conta características de crianças com autismo, o projeto está em desenvolvimento a quase dois anos e já testou protótipos com crianças de instituições inclusivas, onde proveitosos comentários sobre o jogo foram feitos pelos pais e educadores das crianças.

O Jecripe e o LifeIsGame iniciaram conversas para cooperação de desenvolvimento de jogos para crianças com necessidades especiais. Espera-se que essa cooperação gere frutos proveitosos para crianças com necessidades especiais de diversos países.

Parte da equipe do Projeto LifeIsGame

 

Veronica Orvalho (Coordenadora do Projeto LifeIsGame) e André Brandão (Coordenador do Projeto Jecripe)

Instalador do Jecripe: versão Windows

De acordo com informações que chegaram recentemente a coordenação do Projeto Jecripe, algumas pessoas tem tido dificuldades para utilizar a versão Windows por não precisar instalar o jogo. Com a observação e ajuda da G7 Informática, por meio do Alexandre Gaeta, agora o Jecripe tem um instalador para a versão Windows. Alexandre fez a gentileza de criar e disponibilizar o instalador do jogo e, para realizar o download deste instalador, basta clicar em http://www.g7web.com.br/instaladorjecripe.exe

O link também está disponível na seção de downloads (em português).

Flávio Soares, pai do Logan, comenta sobre o Jecripe em Podcast

Podcast Cultural NOT -10 – A Vida com Flávio Soares:

Entre os minutos 27 e 29, Flávio Soares, pai do Logan, faz comentário emocionante sobre o Jecripe.

Jecripe na Band Rio

Matéria veiculada no dia 5 de julho de 2011, sobre o Jecripe. Mães de crianças com Síndrome de Down falam sobre o jogo.

Jogo desenvolvido por estudantes da UFF para crianças com Síndrome de Down vence o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

“Desenvolvido por alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) e vencedor do Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o Jogo de Estímulo a Crianças com Síndrome de Down em Idade Pré-Escolar (Jecripe), foi criado com o objetivo de auxiliar a terapia de crianças com Down, especialmente, entre três e sete anos de idade.”

Matéria divulgada pelo Sensibiliza UFF. Mais informações em: Jogo desenvolvido por estudantes da UFF para crianças com Síndrome de Down vence o Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

Artigo do Jecripe no SBGames 2010

O IX Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital ocorreu entre os dias 8 e 10 de novembro de 2010, em Florianópolis. O Jecripe esteve presente com um artigo que relatou a experiência da Inspeção Semiótica no jogo. O artigo pode ser acessado no IEEExplore Semiotic Inspection of a Game for Children with Down Syndrome.

Projeto Jecripe recebe Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

Matéria no jornal O Fluminense do dia 5 de julho de 2011 apresentou a notícia do Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, categoria Novas Mídias. Algumas pequenas correções: O projeto não é da UFF, ele foi desenvolvido nas instalações da UFF por alunos de graduação e pós-graduação da mesma universidade, além de outros profissionais envolvidos. O projeto foi patrocinado pela Secretaria de CULTURA do Estado do Rio de Janeiro. O nome de uma das casas é Casa das BOLHAS. O nome do professor é Esteban CLUA.

A matéria está disponível em http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/cidades/projeto-da-uff-recebe-o-premio-estadual-de-cultura

Estudantes da UFF criam um game com base histórica e outro para crianças com Síndrome de Down

Matéria publicada no jornal O Globo, no dia 19 de abril de 2010. Disponível em http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2010/04/19/estudantes-da-uff-criam-um-game-com-base-historica-outro-para-criancas-com-sindrome-de-down-916375964.asp. Abaixo, o trecho da matéria referente ao Jecripe.
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“Jecripe” nasceu da observação de André Brandão do trabalho de sua mãe, a fonoaudióloga Silvia Brandão, com crianças portadoras de Síndrome de Down.

– Ele, na verdade, serve para todas as crianças em fase pré-escolar – diz André. – Mas seu maior foco é nas portadoras da síndrome.

O game se passa numa ilha bem colorida, que tem inicialmente três ambientes (mas já está com novos prédios prontos para futuras expansões). No primeiro deles, a criança deve aprender a mexer com o mouse e pegar coisas com ele num quarto de brinquedos. Depois, treina os cliques fazendo bolhas virtuais de sabão e assinalando os brinquedos que aparecem dentro delas.

– Em seguida, a criança deve acompanhar o herói do jogo, o Betinho (um menino com Síndrome de Down), em músicas e danças – diz André. – Essa fase pode ser assistida por um especialista.

Na última parte, o jogador aprende o processo de arrastar-e-soltar do PC, pegando e entregando a um bebê os objetos que ele pede. Num vídeo feito pelos estudantes, uma criança de 5 anos portadora da síndrome joga o game, com todos os sinais de que está se divertindo.

Momento da entrega do Prêmio de Cultura – Categoria Novas Mídias

O momento da entrega do Prêmio de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, categoria Novas Mídias, foi marcado pela emoção dos membros da equipe que desenvolveu o Jecripe. O destaque foi a participação da fonoaudióloga Silvia Brandão, que realizou a gravação do vídeo a seguir. Silvia também é mãe do André Brandão, coordenador do Projeto Jecripe.

Em noite de festa, Rio conhece vencedores do Prêmio de Cultura 2011

Cerimônia no Theatro Municipal marcou a premiação das 18 categorias. Festa foi encerrada com show de Cacique de Ramos e participação de Zeca Pagodinho.

A diversidade foi a grande marca do Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, que anunciou os seus vencedores de 2011 nessa quarta-feira, dia 29 de junho, no Theatro Municipal. Numa grande festa, capitaneada pelo ator Lucio Mauro Filho – que encarnou um bem-humorado mestre de cerimônias – os indicados em cada uma das 18 categorias revelaram, em seu conjunto, um mapa abrangente da cultura fluminense hoje.

Clique aqui e veja a lista dos ganhadores do Prêmio Cultura 2011 nas 18 categorias.

“É uma honra poder reeditar esse Prêmio, que revela um grande leque de manifestações relevantes. O que ele coroa, afinal, é a mistura do mainstream com a vanguarda, da tradição popular com o high tech, do que é produzido na capital e nos municípios do interior”, destacou Adriana Rattes, secretária de Estado de Cultura.

Essa mistura esteve presente, de fato, em todos os detalhes da cerimônia. Como no rol de convidados que entregaram o prêmio aos vencedores, e que misturou personalidades que circulam pelas mais diversas áreas da cultura fluminense. Entre eles, a artista plástica Beatriz Milhazes, o ator Fernando Eiras, o Palhaço Topetão, o fotógrafo Evandro Teixeira, o gari Sorriso, a escritora Thalita Rebouças, o designer Gilson Martins, além de Oliveira, do Cachorro-Quente do Humaitá – só para citar alguns exemplos.

Com o tema “Navegar é preciso”, a festa teve contornos multimídia. Um telão apresentou, durante todo o evento, um mar de imagens e vídeos, amparados pelo visual da web. No palco, grupos como o Boi Pintadinho de Miracema e a Companhia de Dança Renato Vieira fizeram apresentações.

Emoção e elogios

Antes da cerimônia, um grupo chamava a atenção e destoava na fila de convidados. O coletivo Opavivará, concorrente na categoria Artes Visuais, decidiu brincar com o conceito de arte contemporânea e todos foram trajados com roupas de décadas passadas, que incluía cartolas, fraques mal ajambrados e cores desconexas: “É uma maneira de brincar com a formalidade do evento, em uma casa tão suntuosa como o Theatro Municipal”, explicou Pedro Victor Brandão, membro do grupo.

O escritor e sambista Haroldo Costa entregou, com o cantor Eddu Grau, o prêmio de Música Popular para a Escola Portátil de Música, e se dizia emocionado: “É maravilhoso poder premiar esse belo trabalho que eles fazem. Emociona e também ajuda a gerar diversos ‘filhotes’ da Escola”.

Na plateia, a bailarina Ana Botafogo elogiava a iniciativa do Prêmio de Cultura: “Incentiva diversas áreas e orienta também as pessoas, que ficam mais atentas para os grupos que surgem em todo o Estado do Rio. Para o mundo da dança também é ótimo, o prêmio abre novas portas e faz os grupos se esmerarem”.

Homenagens

Intercaladas ao anúncio dos vencedores, as homenagens foram o ponto alto da festa. Beth Carvalho entoou Folhas secas e Brasil Pandeiro, em homenagem aos seus autores, Nelson Cavaquinho e Assis Valente, respectivamente. Em um discurso impactante, o fotógrafo Januário Garcia agradeceu o prêmio de Registro e Memória e fez um balanço da sua carreira, voltada para a cultura africana: “Faço meu trabalho para criar ferramentas que contêm a trajetória do negro no Brasil. Existe a história do negro sem o Brasil, mas não existe a história do Brasil sem o negro”.

O poeta Ferreira Gullar foi homenageado por meio de um vídeo gravado por Maria Bethânia: “Meu amigo, meu pajé”, disse a cantora, antes de entoar os versos de Pedrinha Miudinha. Depois, Gullar foi agraciado pela secretária Adriana Rattes, e agradeceu lembrando os anos da ditadura: “Quando eu escrevi o Poema Sujo, em Buenos Aires, há 35 anos, pensava que era a última coisa que eu ia fazer na vida. A barra estava muito pesada. Dei o poema para o Vinicius [de Moraes, o poeta], e ele o trouxe para o Brasil. O poema acabou também me trazendo de volta, e por isso estou vivo agora, recebendo essa homenagem”.

A atriz Adelaide Chiozzo também foi lembrada por sua trajetória artística, emocionando a plateia. O grupo Intrépida Trupe, vencendo na categoria Circo, chamou os demais concorrentes para o palco: “O circo é uma tribo, todos deveriam estar aqui”, justificou uma das fundadoras, Beth Martins.

Futuro

Após a apresentação do grupo folclórico Boi Pintadinho de Miracema, o escritor Sérgio Rodrigues recebeu o prêmio de Literatura das mãos de Thalita Rebouças e de Renê Silva, e refletiu sobre o futuro do país: ”Dedico esse prêmio para o Brasil e seu futuro. Está na hora de acordar e perceber que, se não começar a mudar as coisas agora, o que vem por aí não será tão bonito”.

Agraciado com o prêmio de Artes Visuais, Waltercio Caldas foi poético ao definir sua atividade: “Artes plásticas não é uma profissão, é mais uma vertigem. O grande prazer é melhorar a imagem do desconhecido”.

O Cacique de Ramos, outro homenageado, encerrou a noite levando ao palco Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Sombrinha e Fundo de Quintal.

A cerimônia teve direção-geral de Rafael Dragaud e direção de arte de Gringo Cardia. Neste ano, três novas categorias foram adicionadas ao Prêmio: Design, Festas Folclóricas e Arquitetura. Algumas foram ampliadas e receberam novo enfoque: no lugar de Comunicação, agora existe a categoria Novas Mídias, e Música Erudita passou para Música Clássica. A categoria Registro virou Registro e Memória.

Fonte: http://www.cultura.rj.gov.br/materias/em-noite-de-festa-rio-conhece-vencedores-do-premio-de-cultura-2011

Games para o futuro

Mais uma vez, a Secretaria de Cultura apoiou o Projeto Jecripe e publicou uma matéria em seu site. A matéria está disponível em http://www.cultura.rj.gov.br/materias/games-para-o-futuro.

Na luta pela inclusão digital

No dia 14 de junho de 2011, o jornal O Fluminense publicou uma matéria sobre o Jecripe, sua equipe e a indicação ao Prêmio de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, categoria Novas Mídias. Mais informações em http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/cultura-e-lazer/na-luta-pela-inclusao-digital.

Sai a lista de indicados ao Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

O Jecripe foi um dos indicados no Prêmio de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, categoria Novas Mídias. Mais informações podem ser encontradas em http://www.cultura.rj.gov.br/materias/sai-a-lista-de-indicados-ao-premio-de-cultura-do-estado-do-rio-de-janeiro.

Também, pode ser acessado http://www.cultura.rj.gov.br/noticia/sec-anuncia-indicados-ao-premio-de-cultura-do-estado-do-rio-de-janeiro.

Jecripe no ACE’10 – Taiwan

Em novembro de 2010, ocorreu o 7th International Conference on Advances in Computer Entertainment Technology – ACE’10 – em Taiwan. Na ocasião, foi apresentado o trabalho “JECRIPE: stimulating cognitive abilities of children with Down Syndrome in pre-scholar age using a game approach”. Vale a pena conferir.

Logan e o Jecripe

A página “A Vida com Logan” relatou a experiência do menino Logan com o Jecripe. O texto traz informações importantes e motivadoras aos membros da equipe do Jecripe. O relato está disponível em http://www.avidacomlogan.com.br/index.php/2010/05/29/logan-e-o-jecripe/

Breaking News: CNN divulga JECRIPE e França Antártica

A CNN Latina divulgou, no dia 20 de julho de 2010, uma matéria no programa CLIX. A matéria foi gravada logo após o lançamento dos jogos, realizado no dia 14 de abril.

NUCS da UFF divulga o lançamento dos jogos JECRIPE e França Antártica

O Núcleo de Comunicação Social (NUCS) da Universidade Federal Fluminense (UFF) fez a cobertura e divulgou o lançamento dos jogos JECRIPE e França Antártica, realizado no dia 14 de abril de 2010. Em entrevistas, André Brandão e Erick Passos esclarecem o que são e como são os jogos desenvolvidos pelas suas equipes.

JECRIPE na TV Brasil

Matéria foi ao ar no dia 14/5/2010 no Reporter Brasil, entre 21 e 22 horas. Expõe a utilização do JECRIPE por uma escola inclusiva do Rio de Janeiro. Confira.

Entrevista no EArena Games

Entrevista no EArena Games, logo após o lançamento dos jogos JECRIPE e França Antártica.

Primeiro vídeo

Vídeo apresentado no lançamento dos jogos JECRIPE e França Antártica.

Larissa joga, se diverte e a Fonoaudióloga Silvia Brandão opina sobre os resultados obtidos. Carla, mãe da Larissa também dá seu depoimento.

A versão inicial elaborada, sem efeitos visuais está disponível em:

Lançamento

O JECRIPE foi lançado no dia 14 de abril de 2010, juntamente com o França Antártica. Quem compareceu pôde bater um papo com os criadores dos jogos. Seguem algumas informações sobre o evento:

Evento de lançamento:

Data: 14/4/2010
Horário: 18 horas
Local: Auditório de Geociências – Campus Praia Vermelha da Universidade Federal Fluminense
Rua Passo da Pátria, 156 – Niterói, RJ

Posters:
(clique nas imagens para uma melhor visualização)

Versão para download

Olá pessoal,

O  JECRIPE já está disponível para download nos seguintes endereços:
Opções para versão Mac:

Alternativa Mac OSX 1
Alternativa Mac OSX 2
Alternativa Mac OSX 3

Opções para versão Windows:

Alternativa 1
Alternativa 2
Alternativa 3

Acesse também o Baixaki para informações, opiniões e compare o JECRIPE com outros jogos.

Abaixo algumas imagens tiradas diretamente da versão disponível:
(clique nas imagens para uma melhor visualização)

JECRIPE

O JECRIPE é o primeiro jogo para crianças com síndrome de down, com propostas inéditas para a indústria do entretenimento e para o tratamento de pessoas com necessidades especiais.

Para quem não viu o teaser do JECRIPE – Jogo de Estímulo a Crianças com Síndrome de Down em Idade Pré-Escolar, podem dar uma olhada no youtube. Façam seus comentários e divulguem a idéia.

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