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Orientações simples para auxiliar a criança que apresenta disfluência

Queridos familiares, professores e cuidadores das crianças com disfluência ou gagueira.

 

Na idade de aquisição da linguagem (entre 2 e 4 anos), o pensamento da criança é muito mais rápido do que a velocidade que ele pode imprimir na fala. Isso causa ansiedade e pode aparecer a disfluência. Na maioria das vezes ela desaparece espontaneamente, mas em alguns casos, a gagueira pode se estabelecer. Nessa fase é importante que as pessoas que convivem com a criança assumam posturas de convivência para que isso não ocorra.

O tratamento, realizado assim, dá resultados muito positivos quando todos compreendem o problema e se dispõem a colaborar.

Vocês vão receber informações de como agir e estejam certos de que a gagueira tem todas as chances de regredir.

ROTEIRO:

 

1)  Não deixe que a criança perceba por palavras, gestos ou atitudes que você está preocupado com a sua maneira de falar.

2)  Nunca chame a criança de gaga ou diga que ela gagueja. Não rotule. Não permita, tampouco, que esse assunto seja falado na sua casa pelos seus amigos.

3)  Olhe para ela quando ela falar. Mostre interesse, faça-a sentir que você tem prazer em escutá-la.

4)  Se tiver que interromper a sua fala, faça-o no fim de uma frase, nunca no começo ou no meio.

5)  Dê um bom modelo de linguagem. Fale com ela calmamente e articulando bem as palavras.

6)  Não forcem a criança a falar em frente de muitas pessoas. Não exija que ela fale coisas além do seu vocabulário.

7)  Evite fazer perguntas que exigem respostas muito longas. Faça uma pergunta de cada vez. Dê uma tarefa de cada vez também.

8)  Não agite sua criança desnecessariamente. Correrias, sustos, cócegas, gritos, fazem com que muita adrenalina seja despejada na corrente sanguínea. Isso pode desencadear a disfluência. Reduza o estresse e construa um ambiente calmo para ela.

9)  Demonstre sempre, por pequeninos gestos ou palavras, que você aprecia suas qualidades. Elogie seus desenhos, suas boas ações e comportamentos positivos.

 

10) Se notar que ela está preocupada com a gagueira,  explique que é normal que as crianças que estão aprendendo a falar repetirem as palavras.

 

11) Não peça que seu filho fale sob efeito de uma emoção forte. O choro já é repetitivo. Quando se pergunta algo à criança durante uma crise de choro, ela tem dificuldade em organizar os sons sem repeti-los. Com certeza irá gaguejar.

 

12) Não tente ensinar a criança truques que possam ajudá-lo a falar com menos dificuldade. O que funcionou com o filho do vizinho pode não ser bom para ele.

 

13) Não termine as frases por ele. Tenha paciência e escute calmamente o que ele tem a dizer, mesmo que isto demore muito.

 

14) Não deixe que ele perceba a sua aflição que você sente toda a vez que ele repete as sílabas ou bloqueia uma palavra. O pânico, às vezes, é demonstrado sem sentir, através de atos nervosos como torcer algo nas mãos, arregalar os olhos, virar o rosto, franzir as sobrancelhas, etc.

 

15) Arranje tempo, todos os dias para contar-lhe estórias ou para falar sobre figuras de um livro e, também para realizar as tarefas. É importante estabelecer o diálogo. Façam treino para que todos tenham a sua vez de falar na família.

 

16) Sempre que forem a algum lugar ou visitar alguém, avisem a criança com antecedência para que ela saiba o que vai acontecer e quais pessoas vai ver. Evitem que ela fique ansiosa por não saber aonde vai ou com quem vai brincar.

 

17) Se for um “dia bom” em que seu filho esteja gaguejando pouco, arranje brincadeiras em que ele tenha oportunidade de falar. Por exemplo: desligar a TV, fazer um jogo de fantoches, pedir que ele conte estórias para você, visitar amigos, fazer compras, etc. Explore a fluência ao máximo.

 

18) Se for um “dia ruim” , em que ele esteja gaguejando muito, arranje as coisas de modo que ele tenha poucas oportunidades de falar. Por exemplo: Jogos de mímica, ver TV, ir ao cinema, escutar estórias, colar figuras, desenhar, montar quebra-cabeças, etc. Evite a disfluência ao máximo.

 

19) Faça somente perguntas necessárias e que evitem respostas curtas.

 

20) Invente brincadeiras de cantar ou de falar imitando o que você diz.

 

21) Olhe bem nos olhos do seu filho quando ele falar, mantendo uma fisionomia serena. Mostre que você está interessado no que ele diz.

 

22)  A melhor maneira de evitar prestar atenção na gagueira é se mostrar mais interessado naquilo que ele diz e não em como ele fala.

 

A TERAPIA DE FALA  É MUITO IMPORTANTE. PROCURE UM FONOAUDIÓLOGO SE A GAGUEIRA PERSISTIR. TODA A FAMÍLIA DEVE SE ENVOLVER NO PROCESSO DE AUXÍLIO À CRIANÇA.

 

 

FONOAUDIÓLOGA SÍLVIA BRANDÃO


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